"Quando penso em Inteligência Artificial (IA) na Gestão de Recursos Humanos (GRH), vejo-a como a estagiária, recém-licenciada, chegada ao departamento: criativa, ambiciosa e determinada a provar o seu valor. A equipa acolhe-a com expectativa e colaboração. Quase todos se rendem ao seu potencial e, após o período experimental, é integrada como colaboradora digital. Os colegas humanos reconhecem-lhe impacto na produtividade, na eficiência operacional e, sobretudo, uma ajuda ágil nas decisões, mais baseadas em dados do que em intuições. Ultrapassado o receio da desumanização, a IA evolui de ferramenta de suporte para aspirante a parceira estratégica de negócio.
A capacidade de analisar grandes volumes de dados facilita a tomada de decisão humana, mitigar preconceitos inconscientes sobre candidatos e colegas de trabalho, assegurar contacto permanente com quem procura o departamento para esclarecimento de dúvidas ou acesso a mais informação, e realizar tarefas rotineiras, com margem mínima de erro (porque não é humana) são os pontos fortes da IA na GRH. Revela, ainda, potencial para hiperpersonalizar processos de GRH, especialmente no desenvolvimento de competências profissionais."
(...)


